Muitas das críticas ao critério da senciência surgem de perspectivas ambientalistas. Nesta seção você encontrará textos que discutem essas críticas.

Se há necessidade de se desenvolver uma ética ambiental (isto é, princípios que orientem nossas decisões que afetam o meio ambiente) então devemos rejeitar o critério da senciência e adotar uma visão ambientalista? O texto a seguir explica por que uma coisa não se segue da outra.
Se há necessidade da ética ambiental, então o critério da senciência está errado?
Por vezes é dito que o critério da senciência é absurdo porque implica que seria melhor um mundo manejado por humanos se isso fosse melhor para os seres sencientes do que um mundo natural onde os seres sencientes estivessem em uma condição pior. Mas, será mesmo que tal julgamento seria absurdo? Ou será que o absurdo é defender um mundo onde há mais sofrimento apenas por que seria natural? O texto a seguir discute essas questões.
Não é absurdo um mundo com menos sofrimento, mas manejado pelos humanos?
Por vezes é defendido que, se os seres sencientes devem receber consideração moral, então a natureza possui valor em si, já que os seres sencientes fazem parte da natureza. No entender dessa visão, isso também mostraria que, se rejeitarmos que a natureza possui valor em si, estaremos ao mesmo tempo desconsiderando os seres sencientes. O texto a seguir explica quais os principais problemas com esse argumento.
Se os seres sencientes devem ser respeitados, então a natureza possui valor em si?
Uma defesa possível das metas ambientalistas é alegar que, mesmo que tenhamos que considerar apenas os seres sencientes, o interesse dos ambientalistas em alcançarem suas metas (por exemplo, em garantir que a natureza siga seu curso, sem intervenções para ajudar os animais), deve ser levado em conta e respeitado, pois ambientalistas são seres sencientes. Será que considerar os seres sencientes implica em levar em conta todo e qualquer interesse? Se sim, será que levar em conta um interesse implica necessariamente realizá-lo? O texto a seguir explica por que levar em conta todos os seres sencientes implica não realizar o interesse em questão, mesmo que o levássemos em conta.
O critério da senciência implica em aceitar as metas ambientalistas?
A consideração pelos seres sencientes é centrada na preocupação com o bem dos indivíduos. Já o ambientalismo é centrado na consideração por entidades não sencientes, como espécies. Por vezes, pensa-se que o que isso quer dizer é que os defensores do critério da senciência defendem priorizar um único indivíduo frente a vários, e que a posição ambientalista prioriza a maioria dos indivíduos. O texto a seguir explica por que esse é um entendimento equivocado, tanto do critério da senciência quanto do ambientalismo.
Priorizar espécies é o mesmo que priorizar a maioria dos indivíduos?
Os animais precisam do meio ambiente enquanto recurso. O ambientalismo defende preservar o meio ambiente. Isso mostra que na prática não há conflito entre consideração pelos animais e ambientalismo, ainda que haja divergências quanto aos fundamentos? O texto a seguir mostra como é possível preservar o meio ambiente nas mais variadas configurações, e que aquelas configurações valorizadas pelo ambientalismo não coincidem com as que seriam melhores para os animais.
Se os animais precisam do meio ambiente, então devemos ser ambientalistas?
Espécies possuem interesses? Ou será que o conceito de interesses só é aplicável a seres sencientes? Se espécies possuírem interesses, como decidir quando houver um conflito com os interesses de seus membros? Essas questões são exploradas no texto a seguir.
Espécies possuem interesses?
As entidades não sencientes valorizadas pelo ambientalismo (como ecossistemas ou espécies) possuem valor em si, ou possuem valor apenas enquanto recurso para os seres sencientes?. Por vezes é assumido que, se tiverem valor em si, então está justificado matar os animais para preservá-las e proibir ajudar os animais na natureza que são vítimas dos processos naturais. O texto a seguir explica por que, mesmo que tal valor tivesse sido demonstrado, isso ainda seria insuficiente para justificar tais ações.