Os textos a seguir discutem quais critérios deveríamos adotar para escolher: (1) quais causas priorizar; (2) quais problemas priorizar dentro dessas causas e (3) quais as soluções mais eficientes. Além disso, também discutem estratégias específicas utilizadas na causa animal.

Ninguém tem tempo de se dedicar para todas as causas importantes que existem. Se nosso objetivo é sermos eficientes em causarmos bem ao mundo, teremos de estabelecer prioridades. Em quais critérios poderíamos nos basear para escolher quais causas priorizar? E para escolher quais problemas priorizar dentro dessas causas? E para escolher as melhores estratégias? Esses temas são discutidos no texto a seguir:
Como escolher quais causas e problemas priorizar e quais as melhores estratégias?
Quantidade de vítimas, gravidade da situação de cada vítima, grau de tratabilidade do problema e grau com que o problema é negligenciado são quatro critérios amplamente utilizados para estabelecer o quão urgente é uma causa. Como a causa animal se sai perante a esses critérios de prioridade? Esse é o tema do texto a seguir:
Como a causa animal se sai quanto aos critérios de prioridade?
Dentre os problemas que afetam os animais, quais são os mais importantes? Será que são aqueles normalmente abordados pelos ativistas, ou será que são ainda amplamente negligenciados? Quais apresentam o maior número de vítimas? Quais as vítimas estão nas piores situações? Quais são mais tratáveis? Esses temas são abordados no texto a seguir:
Dentre os problemas que afetam os animais, quais são mais importantes?
É prática comum entre ativistas da causa animal tentar convencer as pessoas a pararem de consumir produtos de origem animal com argumentos que não são centrados na consideração pelos animais. Por exemplo, são comuns os apelos à preocupação com o meio ambiente, com outros humanos ou com a própria saúde. Será essa uma boa estratégia? Quais suas vantagens? Quais suas desvantagens? Quais os seus riscos? É possível que ela seja contraproducente? Esses são os temas do texto a seguir:
Discutindo o uso de argumentos antropocêntricos e ambientalistas no ativismo de defesa animal
O texto a seguir explica dois tipos de estratégias de ativismo: a abordagem total e a abordagem suficiente. A primeira consiste em defender a meta máxima que visamos alcançar. A segunda consiste em apontar que, mesmo quem discorda de nossa proposta em sua totalidade ainda poderia aceitá-la parcialmente. O texto a seguir dá exemplos dos dois tipos de estratégia em vários contextos e defende que uma abordagem promissora é combinar ambas.
A abordagem total e a abordagem suficiente
Em discussões sobre a consideração pelos animais frequentemente o foco do debate é desviado para questões que não tem a ver com a maneira como os animais são afetados. Não é incomum que os ativistas da causa animal “comprem” esse desvio de foco e passem a discutir essas outras questões. Por que isso acontece? O texto a seguir defende que há pelo menos seis possibilidades:
O desvio de foco em debates: por que o especismo é raramente discutido?
Em relação a diminuir o número de animais explorados, qual estratégia possui o maior potencial: pedir para que as pessoas se tornem veganas ou pedir que diminuam o consumo? O impacto positivo em potencial é maior se há menos pessoas fazendo mais ou mais pessoas fazendo menos? Dependerá do quão mais/menos pessoas acatará cada meta e do quão mais/menos cada pessoa fará? Como avaliar o impacto disso em longo prazo? Esses temas são discutidos no texto a seguir:
Comparando estratégias: foco no veganismo versus foco na redução do consumo
O seguinte tipo de argumento é bastante comum em debates: alguém afirma que concorda com determinada posição, mas argumenta que ela não deveria ser defendida alegando que fazê-lo seria inútil ou até mesmo contraproducente. Como avaliar se a preocupação é realmente essa ou se a pessoa não concorda com o que foi proposto, mas fala isso para tentar fazer o interlocutor desistir de defender a ideia em questão? E quanto à alegação de que uma ideia não deveria ser defendida porque fazê-lo seria inútil ou contraproducente? De quem é o ônus da prova? O que teria de ser feito para cumprir esse ônus? O texto a seguir explora essas questões em 7 contextos diferentes em debates sobre ética animal:
Objeções normativas disfarçadas de objeções estratégicas
O texto a seguir explica o que é a tecnologia da carne cultivada e em seguida aborda três debates sobre essa tecnologia. O primeiro debate discute as objeções endereçadas por quem defende a carne convencional. O segundo, as objeções endereçadas por defensores dos animais. Por fim, o terceiro discute as vantagens e desvantagens da carne cultivada em comparação a outras estratégias para mudar a situação dos animais.
O debate sobre a carne cultivada
Entre as pessoas que reconhecem que a exploração animal deveria ser abolida, há pelo menos outros dois debates que giram em torno de regulamentar da exploração animal. O primeiro diz respeito a saber se regulamentá-la poderia ajudar a gradualmente aboli-la e, em caso positivo, se os defensores dos animais deveriam defender tais regulamentações. Já o segundo diz respeito a saber se regulamentá-la poderia de fato reduzir o sofrimento dos animais explorados (independentemente de ajudar ou não a abolir a exploração) e, em caso positivo, se os defensores deveriam defender tais regulamentações. O texto a seguir analisa os principais argumentos em discussão nos dois debates.
O debate sobre regulamentar a exploração animal
Não é incomum a afirmação de que deve haver algo de errado com o princípio da igual consideração porque ele implica que, por exemplo, invertebrados como crustáceos e insetos devem receber o mesmo grau de consideração do que vertebrados, como mamíferos e aves. Curiosamente, essa afirmação frequentemente surge de pessoas que se intitulam veganas e defensoras dos animais. O texto a seguir discute esse fenômeno.