O conceito de senciência é frequentemente mal compreendido. Os textos a seguir esclarecem as confusões mais comuns sobre o conceito de senciência, e também sobre suas implicações para a avaliação do bem-estar e para a consideração moral.

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Uma objeção ao critério da senciência acusa-o de, no fundo, ser antropocêntrico por buscar nos animais uma similaridade com humanos (a senciência). Será que essa crítica procede? Isso é discutido no texto a seguir.

Seria o critério da senciência, no fundo, antropocêntrico?


Uma objeção ao critério da senciência acusa-o de, apesar de rejeitar a discriminação baseada na espécie, cometer uma discriminação baseada nos reinos, por excluir da esfera de consideração moral quem não pertence ao reino animal. Será que essa crítica procede? Isso é discutido no texto a seguir.

O critério da senciência discrimina contra quem não pertence ao reino animal?


Uma visão comum é a de que, se adotarmos o critério da senciência, então teremos que manter que o único problema é o sofrimento e que, então, tudo bem matar os animais, desde que eles não sofram. Será que, segundo o critério da senciência, o único problema é o sofrimento? Ou será que, pelo contrário, a única maneira de explicar outras formas de dano, como o dano da morte, é a partir da senciência? Esse é o tema do texto a seguir.

Segundo o critério da senciência, o único problema é o sofrimento?


Imagine o caso de alguém que é violentado enquanto está inconsciente e, quando acorda, não se lembra de nada. Esse alguém foi prejudicado mesmo que o ato não a tenha causado sofrimento nem a tenha impedido de desfrutar experiências positivas? Se sim, isso mostra que há algo de errado com o critério da senciência? Ou será que casos assim questionam apenas uma teoria específica sobre as condições nas quais os seres sencientes são prejudicados? Será que, para explicar o prejuízo nesse caso, não é necessário apelar à senciência? Essas questões são discutidas no texto a seguir.

Se a senciência é o que importa, por que há males que não afetam as experiências?


Por vezes é defendido que o critério da senciência deveria ser rejeitado por, alegadamente, excluir os insetos da esfera de consideração moral. Mas, será verdade que o critério da senciência exclui os insetos? Ou será que a intuição de que os insetos devem ser considerados vem já da percepção de que eles são sencientes? Esse é o tema do texto a seguir.

O critério da senciência exclui os insetos?


O critério da senciência defende que os seres a quem devemos considerar moralmente são os seres capazes de ter estados subjetivos. Por essa razão, uma crítica por vezes feita ao critério da senciência afirma que para aceitá-lo é necessário antes aceitar que os valores são subjetivos. O texto a seguir explica por que essa crítica está fundada em uma falácia de ambiguidade em relação ao termo “subjetivo”.

Aceitar o critério da senciência implica assumir que valores são subjetivos?


Uma alegação comum é a de que animais com cérebros mais simples são “menos sencientes”. O que exatamente se quer dizer com isso? Que esses animais são menos “alguém” do que outros animais? Que a intensidade de suas experiências é mais fraca? Que são cognitivamente menos sofisticados? Quais dessas alegações são verdadeiras? Quais são relevantes para sabermos o grau de consideração que deveríamos dar a esses animais? Essas questões são discutidas no texto a seguir.

Animais com cérebros mais simples são menos sencientes?