O especismo consiste em desfavorecer injustamente membros de certa(s) espécie(s). Nesta seção você encontrará textos que analisam criticamente as principais tentativas de justificar o especismo.

Os animais sofrem e são mortos quando são explorados para as mais diversas finalidades. Entretanto, fazer o mesmo com humanos seria amplamente considerado inaceitável. Frequentemente é defendido que aquilo que justifica esse padrão duplo de moralidade é o próprio fato de uns pertencerem à espécie humana e outros não. Mas, será moralmente relevante a espécie à qual alguém pertence? Ou será um critério arbitrário, como a cor da pele, por exemplo? Esse é o tema do texto a seguir:
O que importa é a espécie?
Por vezes o especismo é defendido alegando-se que os animais não foram criados à imagem e semelhança de uma divindade, não possuem uma alma imortal ou não possuem dignidade. Será que características desse tipo poderiam justificar o especismo? Esse é o tema do texto a seguir:
Características metafísicas poderiam justificar o especismo?
Uma das tentativas mais comuns de defender as práticas especistas aponta que os animais carecem de certas capacidades ou de certas relações conosco. Será que isso poderia justificar o especismo, sendo que há também muitos humanos que carecem dessas capacidades e relações? Esse é o tema do texto a seguir:
A posse de capacidades ou relações poderia justificar o especismo?
Por vezes é defendido que aquilo que justifica as práticas especistas é o fato de os animais não terem o potencial para desenvolver certas capacidades ou relações. Será que um apelo ao potencial poderia justificar o especismo? Esse é o tema do texto a seguir:
O suposto potencial que os humanos tem poderia justificar o especismo?
Frequentemente as práticas especistas são defendidas apontando-se que os animais carecem de certas capacidades ou relações. Entretanto, há muitos humanos que também carecem delas. Diante disso, alguns defensores do especismo argumentam que, no caso desses humanos, devemos respeitá-los porque pertencem à mesma espécie dos que possuem aquelas capacidades e relações. Será que essa combinação entre o critério das capacidades/relações com o critério da espécie consegue justificar o especismo? Esse é o tema do texto a seguir:
O que importa é pertencer à mesma espécie dos que têm certas capacidades?
Por vezes é defendido que o racismo é injusto porque a noção de raças é uma construção social, ao passo que o especismo é justo porque o conceito de espécie é baseado em características biológicas. Será que isso realmente mostra que o especismo não é análogo ao racismo? Esse é o tema do texto a seguir:
Se espécies não forem uma construção social, então o especismo está justificado?
Práticas especistas, como o consumo de animais, frequentemente são defendidas com base na alegação de que são naturais. Será que o fato de um comportamento ser natural pode justificá-lo? Esse é o tema do texto a seguir:
Se o especismo for natural, então o especismo está justificado?
Muitas práticas especistas são defendidas com o argumento de que, como são práticas tradicionais, devemos respeitá-las. Será que o fato de uma prática ser uma tradição mostra que devemos respeitá-la? Esse é o tema do texto a seguir:
As práticas especistas serem tradições mostra que devemos respeitá-las?
Por vezes é defendido que, como a ética é uma atividade humana, ela deveria ser aplicada apenas a humanos e, portanto, não temos obrigações para com os animais não humanos. Se a ética for uma atividade exclusivamente humana, isso mostra que é justo desfavorecer os outros animais? Esse é o tema do texto a seguir:
Se a ética é uma atividade humana, é justo desfavorecer os outros animais?
A ética enquanto atividade é algo que surgiu com o aparecimento dos seres racionais. Com base nisso, por vezes é dito que, já que a ética é uma invenção, então todos os critérios em ética são igualmente arbitrários e que, então, não temos nenhuma boa razão para rejeitar o especismo. Será que, se a ética for uma invenção, todos os critérios são igualmente arbitrários? Esse é o tema do texto a seguir:
Se a ética for uma invenção, é justo desfavorecer os animais?
Frequentemente a exploração animal é defendida alegando-se que a ética foi inventada pelos humanos para autoproteção. O texto a seguir discute duas questões: (1) Será verdade que a ética foi inventada para autoproteção? (2) Se sim, isso justifica desconsiderar os animais?
Se for verdade que os humanos inventaram a ética para se proteger, é justo desfavorecer os animais?
Não é incomum que as práticas especistas sejam defendidas por meio de um apelo a autoridades. Por exemplo, por vezes o consumo de animais é defendido apontando-se que ele é aprovado por determinada religião ou por alguma outra autoridade moral. O texto a seguir explica por que, em questões de ética, o fato de uma autoridade aprovar ou reprovar determinada prática não mostra que ela é aceitável ou censurável.
Tentativas de justificar o especismo que apelam a autoridades (religiosas ou não)
Por vezes é defendido que os animais deveriam receber consideração moral, mas que os humanos deveriam ter um status moral superior. Mas, será justo atribuir graus diferenciados de status moral? Esse é o tema do texto a seguir: