Nesta seção você encontrará textos que discutem os riscos de que novas tecnologias venham a multiplicar o sofrimento existente em muitas ordens de magnitude, e o que podemos fazer para reduzir esses riscos. Os textos também discutem conceitos centrais no debate sobre o futuro em longo prazo em geral.

Foto por: Kai Wenzel. Site: Unsplash.com

Na atualidade, um número muito grande de animais sofre intensamente, e em muitos casos, de formas que não existiam no passado. Da mesma maneira, no futuro é possível que surjam novas formas de prejudicar os seres sencientes de forma massiva, em uma escala muitíssimo maior do que tudo o que existe na atualidade. O texto a seguir apresenta uma introdução a essa questão, listando vários exemplos desses riscos.

Riscos futuros para os seres sencientes: uma introdução


O que é imparcialidade temporal? Por que esse é um conceito central se o que almejamos é tornar o mundo um lugar menos ruim? Essas questões são abordadas no texto a seguir:

Imparcialidade temporal: o que é, e por que é importante


Por vezes a preocupação com o longo prazo é rejeitada com base na alegação de que os seres futuros são apenas seres em potencial. O texto a seguir explica por que boa parte do ativismo da causa animal, incluindo o veganismo, já é sobre seres em potencial.

A objeção de que seres futuros são apenas seres em potencial


A meta longoprazista almeja ter o melhor impacto possível na história daqui para frente. Para alcançar a meta longoprazista, qual estratégia tem o melhor potencial: focar no impacto que nossas decisões terão no futuro em longo prazo ou no impacto que elas terão no presente ou no futuro em curto prazo? Esse é o tema do texto a seguir:

Que razões existem para focarmos no longo prazo?


Riscos-s são riscos de que no futuro o sofrimento seja multiplicado gigantescamente, excedendo tudo o que se conhece até o momento. Riscos-x são riscos de extinção da humanidade (ou, pelo menos, da civilização). Se nosso objetivo é causar o maior bem possível, devemos focar em prevenir riscos-s ou riscos-x? Ou será que devemos focar em ambas as coisas, mas em graus diferentes? Como pesar isso tudo? Esse é o tema do texto a seguir:

Devemos focar em prevenir riscos-s ou riscos-x?


“Ter o melhor impacto possível na história daqui para frente” é algo aberto a diversas interpretações, dependendo de quais critérios usamos para avaliar se uma situação é pior ou melhor. O texto a seguir lista diferentes metas que alguém poderia querer alcançar e defende que duas metas que devemos priorizar são diminuir sofrimento e prevenir mortes prematuras:

Quais metas priorizar em longo prazo?


Riscos-s são os riscos de que no futuro ocorram eventos que multipliquem o sofrimento para muito além de tudo o que existe até então. Por vezes é defendido que a maneira mais eficiente de evitar sofrimento na história de mundo daqui para frente é focar em evitar riscos-s, pois estes representariam a maior parte do sofrimento futuro. O texto a seguir explica os fundamentos desse foco.

De que consiste o foco nos riscos-s?


Uma das objeções mais comuns à preocupação com o futuro em longo prazo é a dificuldade em se estimar as consequências de longo prazo de cada decisão. Por exemplo, é difícil avaliar como determinada intervenção afetaria os riscos-s (isto é, riscos de sofrimento de magnitude astronômica no futuro), pois há inúmeros riscos-s possíveis e o futuro é bastante incerto. Uma saída possível para essa dificuldade é tentar investigar fatores de risco, que não são eles próprios riscos-s, mas aumentam muito as chances ou a severidade dos mesmos. Para sabermos que é algo bom prevenir esses fatores não é necessário saber como será o futuro. O texto a seguir aborda alguns desses fatores.

Identificando fatores de risco para os riscos-s


As estratégias para tentarmos ter o melhor impacto em longo prazo dividem-se em dois grandes grupos: as estratégias amplas e as direcionadas. O texto a seguir explica de que consistem esses dois tipos de estratégias, avalia suas vantagens e desvantagens e dá exemplos de estratégias de cada um dos grupos:

Estratégias longoprazistas: amplas e direcionadas


Por conta do especismo a discussão sobre como nossas decisões podem afetar o futuro em longo prazo geralmente é limitada ao modo como os humanos futuros serão afetados. Por outro lado, dada a prevalência de uma visão curtoprazista, quem já considera todos os seres sencientes costuma negligenciar o impacto de suas decisões sobre os seres sencientes que existirão no futuro em longo prazo. O texto a seguir sugere algumas estratégias para diminuirmos essa negligência dupla, bem como discute alguns riscos dessas estratégias.

Por que é importante divulgar a consideração por todos os seres sencientes e a preocupação com o futuro?


Riscos-s são riscos de no futuro o sofrimento vir a ser multiplicado enormemente, a ponto de exceder várias ordens de magnitude o sofrimento existente atualmente. O texto a seguir discute o que é importante mudar na esfera política (seja em termos institucionais, seja em termos de como ocorre o debate público, especialmente nos movimentos sociais) para diminuir a probabilidade de riscos-s se concretizarem.

Mudando o debate público, as formas de ativismo e as instituições políticas


Riscos-s são riscos de que no futuro surjam práticas que gerem sofrimento de tamanho astronômico, para muito além do sofrimento existente atualmente. Vários desses riscos dizem respeito ao aumento do poder tecnológico e à alta probabilidade de quem detiver essas tecnologias não ter consideração moral pelos indivíduos afetados por elas. Diante disso, uma possível estratégia para prevenir riscos-s é tentar moldar as tecnologias emergentes. Esse é o tema do texto a seguir.

Moldando as tecnologias emergentes para prevenir sofrimento futuro


O texto a seguir avalia o papel crucial de três fatores em termos de influenciar o quanto um resultado será positivo ou negativo para os afetados: a meta almejada por quem tomará a decisão, o seu grau de conhecimento para alcançar essa meta e o seu grau de poder para fazê-lo. Esses fatores vem sendo chamados de tríade de influência. O texto também discute o que é necessário fazer em relação a esses três fatores se nossa meta é um mundo com menos sofrimento.

A tríade de influência e o sofrimento futuro