Nesta seção você encontrará artigos que discutem: (1) quais são as condições para a morte ser um dano; (2) de que depende a medição do quão prejudicado alguém é com a morte e (3) questões éticas relacionadas à decisões sobre vida e morte.

Frequentemente é defendido que, desde que a exploração animal seja regulamentada para que os animais não sofram, nada de mal é feito a eles. Na base dessa posição está a ideia de que os animais são prejudicados com o sofrimento, mas não com a morte. Mas, será mesmo que os animais não são prejudicados com a morte? O texto a seguir discute essa questão, investigando quais são as condições para que a morte seja um dano.
Discutindo a alegação de que os animais não são prejudicados com a morte
Por vezes é defendido que os animais, por não serem capazes dos prazeres intelectuais que os humanos são, seriam pouco prejudicados com a morte porque, alegadamente, prazeres intelectuais são mais valiosos do que prazeres sensoriais. O texto a seguir discute duas. questões. Prazeres intelectuais são mesmo mais valiosos? Se forem, isso mostra que quem é incapaz de tais prazeres é pouco prejudicado com a morte?
Quem é incapaz de prazeres intelectuais é pouco prejudicado com a morte?
Por vezes é defendido que certos animais são pouco prejudicados com a morte porque, devido a serem cognitivamente pouco sofisticados, possuem uma conexão psicológica menor. É possível questionar a ideia de que a gravidade do dano da morte depende do grau de conexão psicológica. Entretanto, outra maneira de questionar esse argumento é questionar a ideia de que uma menor capacidade cognitiva implica em uma conexão psicológica menor. Essa segunda forma de questionamento é explorada no texto a seguir.
Os animais teriam uma conexão psicológica menor?
O consumo de animais por vezes é defendido alegando-se que, desde que a exploração animal seja reformada para que os animais tenham vidas positivas, nada de mal é feito a eles, mesmo que eles sejam mortos, por consumi-los faria com que fossem substituídos por outros que levariam vidas igualmente positivas. Na base dessa posição está a ideia de que alguns animais são substituíveis. O texto a seguir discute essa alegação.
Discutindo a alegação de que os animais são substituíveis
Por vezes é defendido que certos animais são pouco prejudicados com a morte porque, alegadamente, possuem uma conexão psicológica fraca ao longo do tempo. O texto a seguir questiona a alegação de que o grau de conexão psicológica é relevante para se determinar a magnitude do dano da morte.
Seriam os animais não humanos pouco prejudicados com a morte?
Várias tentativas de justificar matar os animais tentam mostrar que estes, por alguma razão, são menos prejudicados com a morte do que são os humanos. O texto a seguir defende que, mesmo que esse fosse o caso, disso não se segue que há justificativa para matar outros animais.
E, se humanos fossem mais prejudicados com a morte?
Por vezes é defendido que não há nada de errado em matar animais que teriam pouco tempo de vida pela frente. O texto a seguir defende que o fato de um indivíduo ter pouco tempo de vida pela frente não implica que seja pouco prejudicado com a morte, nem que haja justificativa para matá-lo.
A alegação de que ter pouco tempo restante torna a morte um dano pequeno
Alguns autores defendem que, por conta da capacidade para tomar decisões autônomas, os humanos deveriam ter um status moral privilegiado. Uma implicação desse status privilegiado seria que deveríamos priorizar salvar as vidas de humanos mesmo quando estes forem menos prejudicados com a morte do que animais não humanos. O texto a seguir defende que a própria ideia de status moral privilegiado é altamente tendenciosa.